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Misto (quase) quente padrão

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Era um clássico. Fora de casa. O adversário? O time mais badalado do país. Uma derrota seria um prato cheio para a imprensa maldosa. “Não falei? Quando pegasse um adversário forte, não aguentaria!” diria alguém. “Só tinha batido em time fraco. Deu a lógica.”, dispararia outro. Certamente o Palmeiras não está no seu auge do ano. Menos ainda o SANTOS. Se um tem o elenco entrosado e com mais reforços, o outro esteve completamente desacreditado no início do ano.

É redundante. Mas não tem como deixar de ressaltar o trabalho de Sampaoli em 2019. Inevitavelmente, o argentino coloca certa pressão aos técnicos brasileiros que reclamam da falta de tempo para realizar o trabalho. Eles não estão errados, porém Sampaoli consegue dar a sua cara em menos de 2 meses a um time com jogadores sem confiança e cheio de desconhecidos aos seus olhos.

Se não foi a partida dos sonhos, pudemos observar que o SANTOS tem padrão de jogo definido, independentemente de quem esteja em campo. É possível ficar com a bola dentro ou fora de casa, sem precisar se desfazer dela durante a partida. Poupando alguns de seus titulares e escalando jogadores que até o momento não possuem entrosamento com o restante do elenco, casos de Cueva, Jean Lucas e Matheus Ribeiro, o SANTOS foi competitivo e trouxe conforto ao seu torcedor.

SOBRE O JOGO

Dono da posse de bola na maior parte do tempo (foram 62% ao longo do clássico), faltaram finalizações e mais infiltrações do ataque santista, que sofreu com a forte marcação do adversário. Na defesa, alguns sustos, no entanto nada de anormal quando se enfrenta um grande clube fora de casa. Éverson demonstrou estar pronto para servir a meta santista com sua grande atuação. As laterais seguem sendo o ponto fraco, principalmente quando se tem Copete improvisado e Orinho. É ali que mora o perigo, mas em breve este problema deve ser solucionado com a estreia de Felipe Jonatan. Atletas que têm sido destaques no ano, não tiveram uma noite inspirada, crítica válida a Derlis Gonzáles, Pato Sánchez e Jean Mota (os dois últimos entraram apenas na parte final do segundo tempo). De qualquer forma, a equipe não sentiu o peso do clássico e atuou razoavelmente bem dentro do que foi estipulado. Sampaoli gostou do que viu, manteve a melhor campanha do campeonato e, de quebra, poupou seu time para o confronto desta terça-feira na Copa Sul-americana como era sua ideia inicial.

Contra o River Plate do Uruguai, mais um jogo para o elenco se provar. O adversário não é dos mais temidos, o SANTOS precisa apenas de uma vitória simples e seguirá em frente na competição. Cueva, Rodrygo e Jean Lucas não terão condições de jogo, seja por suspensão ou por falta de tempo de inscrição. Sampaoli terá que “inventar” novamente. Está com moral e tem personalidade para tal. Os resultados positivos continuam acontecendo. E sempre mantendo o padrão.

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