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Henrique nega “cadeira cativa” e admite problema com bola aérea

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Um dos setores reforçados pela diretoria do Corinthians para a temporada 2019 foi a zaga. Manoel chegou e já assumiu a camisa 4. Mas, Fábio Carille deixou claro que o ex-jogador do Cruzeiro chega para brigar por espaço com Léo Santos, Marllon e Pedro Henrique. Tudo porque Henrique é considerado titular absoluto do técnico corintiano.

Apesar da manifestação de Carille, o experiente zagueiro tenta não se deixar levar pela confiança exagerada e faz questão de negar “cadeira cativa” dentro do elenco do Corinthians.

“Todo mundo ali sabe do seu potencial, sua função… todo mundo corre por espaço. Ninguém tem cadeira cativa. A concorrência é sadia, não só na defesa, mas no meio e no ataque. Isso só tende a acrescentar”, comentou Henrique, em entrevista coletiva na manhã dessa segunda-feira.

“O time ofensivo parte lá de trás também. Como um time defensivo parte do ataque também. O Gustavo saiu esgotado no sábado, nos ajudou bastante nessa parte defensiva. E o que a gente puder fazer na parte ofensiva, vamos fazer”, continuou.

O Derby de sábado marcou a estreia de dupla Henrique e Manoel. Para o xerife de Carille, não houve qualquer problema pela falta de entrosamento com seu novo parceiro, assim como não há com aqueles que vinham jogando.

“No estilo de jogo do Corinthians, o jeito que o Carille joga, todo mundo está preparado para jogar. Independentemente de quem joga, não muda muita coisa. Todo mundo ali tem o mesmo objetivo e são todos iguais na forma de jogar. Se entrar o Manoel, Pedro ou Marllon, não tem problema nenhum, a gente se conhece, jogadores profissionais, fácil de conversar. Mesmo com pouco tempo de treinamento, a gente procura se entender. Conversamos bastante, não só com o Manoel, mas todo mundo na parte defensiva. A gente se cobra para estar bem”.

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Talvez a grande questão a ser resolvida, independente da escalação, seja a bola aérea defensiva. Temporada a temporada, o Corinthians vem sofrendo muitos gols dessa forma. 2019 mal começou e já foram quatro gols sofridos oriundos de bolas alçadas na área.

“Precisa ser melhorado, sim. A gente busca nos treinamentos, no pouco tempo que temos, focar na bola parada para acertar. É começo de ano e tem muita coisa para fazer e melhorar”, destacou Henrique.

Ao menos no Derby a defesa passou ilesa, apesar da pressão alviverde. O triunfo apagou o tropeço dentro de casa para o Red Bull Brasil e animou o clima para o confronto de quinta-feira, contra o Ferroviário-PE, pela primeira fase da Copa do Brasil.

“O grupo precisava dessa vitória, a gente vem se dedicando nos jogos, temos adversários de qualidade no Paulistão, times bem montados. É claro que essa vitória nos deu confiança que precisávamos para ter sequência. Sabemos dos jogos de mata-mata que teremos, estamos focados na partida de quinta, para fazer um grande jogo”, concluiu Henrique.

Fonte: Gazeta Esportiva

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