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Com sucesso na base, Palmeiras vive desafio de aproveitar talentos

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Em 2018, pelo segundo ano consecutivo, o Palmeiras construiu uma temporada de sucesso nas categorias de base, com títulos, convocações à Seleção Brasileira e a evolução de algumas promessas. No entanto, aproveitar os talentos na equipe profissional ainda é um desafio para o clube alviverde, que já contratou cinco reforços.

O Sul-Americano Sub-20 do Chile terá sete atletas do Palmeiras. O zagueiro Vitão, o lateral-esquerdo Luan Cândido, os meio-campistas Gabriel Menino, Gabriel Furtado e Alanzinho e o atacante Papagaio foram chamados pelo Brasil. Já Anibal Vega, também atacante, joga pelo Paraguai.

“O Palmeiras está colhendo os frutos da profissionalização realizada nas últimas gestões. Um desses setores é a base. O clube não era referência na formação de atletas e, hoje, está entre os três melhores do Brasil. Nossa avaliação é muito positiva”, disse João Paulo Sampaio, coordenador geral da área, à Gazeta Esportiva.

Em 2018, o Palmeiras cedeu um total de 31 jogadores às seleções de base, um recorde entre clubes brasileiros. O time alviverde ainda conquistou títulos importantes, como o Campeonato Brasileiro, a Copa RS e o Paulista na categoria sub-20, além do Mundial Sub-17.

“Quebramos todos os recordes do clube em 2017 e conseguimos melhorar ainda mais todos esses recordes em 2018. Não é fácil atingir os números que tivemos nos últimos dois anos em títulos, finais, convocações e viagens internacionais”, enumerou João Paulo Sampaio.

A despeito do sucesso na base durante as últimas duas temporadas, o aproveitamento de atletas criados no clube no time principal ainda é tímido. O zagueiro Pedrão (1), o meia Vitinho (1) e o atacante Artur (9), por exemplo, pouco atuaram em 2018. Fernando, por sua vez, foi negociado com o Shakhtar Donetsk.

“Primeiro, consolidamos o trabalho e nos tornamos uma referência na base. O próximo passo é o aproveitamento dos atletas no profissional, que vai acontecer. Hoje, eles estão mais preparados para buscar um espaço no melhor elenco do país. Sabemos que não é fácil, mas estar entre os melhores já é um bom requisito para ser aproveitado”, disse Sampaio.

A temporada de 2018 marcou o florescimento do centroavante Papagaio, autor de 38 gols em 46 partidas. Ele chegou a participar de seis jogos pela equipe principal e balançou as redes pela primeira vez. Oriundo do futsal, o atleta está no campo há apenas três temporadas, lembra João Paulo Sampaio.

“Ele vem evoluindo a cada ano e ainda não atingiu o limite, mesmo com o bom desempenho que apresentou até agora. O que esperamos é que continue melhorando e se torne um grande atleta. Com certeza, será”, apostou o coordenador geral da base.

Entre os cinco reforços do Palmeiras, o mais velho é o meia Zé Rafael (25 anos) – o volante Matheus Fernandes (20 anos) e os atacantes Arthur Cabral (20 anos), Felipe Pires (23 anos) e Carlos Eduardo (22 anos) completam o pacote. A chegada do grupo, evidentemente, não ajuda no aproveitamento dos atletas criados no clube.

João Paulo Sampaio entende que a visibilidade oferecida pela base do Palmeiras facilita em um eventual uso na equipe principal. Por outro, ele pondera: “Caso o clube avalie que o jogador não vá ser aproveitado, existem outros tipos de negócios que podemos fazer para que o clube sempre saia ganhando”.

Principal revelação do Palmeiras em 2018, Papagaio tem contrato até o fim de 2020, mas pode ser emprestado ao Atlético-MG para ganhar rodagem. Assim, repetiria o caminho do lateral esquerdo Victor Luis, com passagens por Ceará e Botafogo, que disputou 41 jogos em 2018.

No final de novembro, em entrevista à Gazeta Esportiva, o presidente Maurício Galiotte projetou um maior uso dos jogadores criados no clube. “Eu não tenho dúvida: nos próximos anos, o Palmeiras terá muitos atletas oriundos da base e contratações pontuais”, afirmou o dirigente, reeleito para o próximo triênio. A ver.

Fonte: Gazeta Esportiva

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